São João Batista, voz de Deus no deserto das vidas

“A voz de Batista ecoava no deserto de tantas vidas e desestabilizava aquele que o escutava, fazendo-o refletir sobre o sentido da própria vida, sobre o caminho que precisava trilhar ou mudar a direção, gerava questionamentos internos, do tipo: “O que estou fazendo da minha vida?”, “Por quais caminhos eu tenho andado?”, “Qual é o verdadeiro sentido da minha vida?”.

São João Batista supera todos os profetas dos quais ele é o último. Zacarias, seu pai repleto do Espírito Santo, no conhecido Benedictus profetizou “E tu, menino, serás chamado profeta do Altíssimo, porque precederás o Senhor e lhe prepararás o caminho” (Lc 1, 76).

João Batista proclama a iminência da consolação de Israel, ele é a “voz do Consolador que vem”. O próprio Cristo o reconheceu acima de todos: “Entre todos os nascidos de mulher não surgiu quem fosse maior que João Batista” (Mt 11,11).

João veio para dar testemunho da luz, a fim de que todos cressem por meio dele, ele não era a luz, mas veio para testemunhar esta luz. .

Quando os judeus enviaram de Jerusalém sacerdotes e levitas para o interrogarem: "Quem és tu?", João respondeu "Eu não sou o Cristo". Perguntaram-lhe: "Quem és, então? És tu Elias?" Ele disse: "Não o sou, eu sou uma voz que clama no deserto: Endireitai o caminho do Senhor”, como disse o profeta Isaías".

Todo verdadeiro profeta tem viva consciência de não ser mais do que instrumento, de que as palavras que profere são ao mesmo tempo suas e não suas. A humildade, mesmo sendo reconhecido pelo próprio Cristo como o “Maior”, o fazia esse verdadeiro Instrumento nas mãos de Deus "Importa que Ele cresça e que eu diminua”. (São João 3, 30)". Como um violão nas mãos do artista, assim era João, deixava-se ser conduzido por Deus e como seta apontava o Cordeiro de Deus àqueles que o seguiam.

A voz de Batista ecoava no deserto de tantas vidas e desestabilizava aquele que o escutava, fazendo-o refletir sobre o sentido da própria vida, sobre o caminho que precisava trilhar ou mudar a direção, gerava questionamentos internos, do tipo: “O que estou fazendo a minha vida?”, “Por quais caminhos eu tenho andando?”, “Qual é o verdadeiro sentido da minha vida?”.

Como no trecho de São Lucas 3, 10-15 o povo o questionava: "Perguntava-lhe a multidão: “Que devemos fazer?”. Ele res­pondia: “Quem tem duas túnicas dê uma ao que não tem; e quem tem o que comer, faça o mesmo”. Também publicanos vie­ram para ser batizados, e perguntaram-lhe: “Mestre, que devemos fazer?”. Ele lhes respondeu: “Não exijais mais do que vos foi ordenado”. Do mesmo modo, os soldados lhe perguntavam: “E nós, que devemos fazer?”. Respondeu-lhes: “Não pratiqueis violência nem defraudeis a ninguém, e contentai-vos com o vosso soldo”.

O profeta anunciava a chegada daquele que era maior do que ele, e sua pregação era tão ungida e verdadeira que muitos tinham dúvida se ele não era o próprio Salvador. A verdade que João proclamava libertava o povo, fazia-os abandonar a corrupção e o pecado e provocava a mudança do curso de suas vidas, a conversão pelo arrependimento.

São João Batista até mesmo perdeu a cabeça, ao denunciar o adultério de Rei Herodes, foi decapitado, martirizado por dizer a verdade. Para João Batista não existia barreiras para anunciar a verdade, falou à multidão, aos publicanos, aos soldados e ao Rei, a verdade. Mas não era um simples “apontar” o pecado do outro, era uma provocação para a mudança de vida. Um apelo para viver algo muito melhor do que se estava vivendo.

Nos dias de hoje, talvez a pregação seria “Você pode ser muito mais do que os seus olhos podem ver”, “A sua vida vale muito mais do que apenas o ter, o querer e o prazer”, “Acorda para o novo de Deus!”, “Muda de vida!”, “Chega dessa vidinha de reclamações, olhando sempre para o próprio umbigo”, “o verdadeiro caminho é Jesus, Ele é a verdade, o caminho e a vida”.

Que São João Batista, homem firme e convicto no seguimento a Jesus como verdadeira felicidade, nos ajude a prepararmos os Caminhos do Senhor, retirando todo o “entulho” e “sujeira” que tem nos impedidos de chegar até Ele. Esses entulhos e pedras muitas vezes somos nós mesmos que vamos deixando tomar espaço ao nosso redor.

Endireitemos as nossas veredas.

Ó glorioso São João Batista, príncipe dos profetas, percursor do Divino Redentor, primogênito da graça de Jesus e da Intercessão de sua Santíssima, rogai por nós!

Roberto Calixto Jr.

Consagrado

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