• Christiane Porto

BELEZA FEMININA E A INTIMIDADE COM A SANTÍSSIMA TRINDADE.

Ao longo da história o Cristianismo sempre teve a preocupação em cultivar nos fiéis a busca pelas virtudes, em proporcionar o acesso ao belo, que no passado estava mais ligado ao bem do que nos dias de hoje. Infelizmente, por meio da literatura, do jornal, de novelas, de filmes, de livros, das artes, as pessoas foram pouco a pouco conduzidas a enxergar o mal como belo e bom. O imaginário feminino foi especialmente impactado pela diária repetição da ideia, de que o mal é mais atraente, mais satisfatório e mais valoroso.

Os impactos desta ideia para nós mulheres foi terrível, nos trazendo a exposição de nosso corpo, a competição entre mulheres, entre mulheres e homens, e a busca pelo poder. Desta forma não enxergamos que cada pessoa tem o seu lugar no mundo, o seu papel e a sua importância. É preciso libertar-se de tal pensamento, pois as mulheres são mais felizes quando crescem juntas tanto no campo da fé, do trabalho, da maternidade, dos estudos, dos cuidados com a saúde entre tantos outros campos que poderiam ser citados.


Gostaria de destacar a história de Judite, que podemos ler no Livro bíblico de Judite, em especial o capítulo 10, versículos do 1 ao 4.

"Quando acabou de orar ao Senhor, levantou-se do lugar onde estava prostrada diante do Senhor. Chamou a sua criada, desceu à sua casa e despiu suas vestes de viúva. Lavou-se, ungiu-se de mirra preciosa, arranjou o cabelo e pôs um diadema. Vestiu-se como para uma festa, calçou as sandálias, pôs os braceletes, o colar, os brincos, os anéis e todos os seus enfeites.

O Senhor aumentou-lhe a beleza, porque tudo aquilo procedia, não de uma paixão má, mas de sua virtude; por isso, o Senhor deu-lhe uma tal formosura que apareceu aos olhos de todos com um encanto incomparável."


Judite nos mostra o que uma mulher que tem Intimidade com Deus pode fazer. Ela é forte, perspicaz, corajosa, determinada e ousada. Tudo isto é fruto de apartar-se para orar com suas criadas, de fazer jejum, penitência, do cultivo da humildade e submissão das próprias ideias ao Senhor. Aceitava as provações sem murmurações, sem impacientar-se, sem irritar-se.


A intimidade desta mulher com o Senhor era tão grande que todos a estimavam por conta do grande temor que tinha a ele e ninguém ousava falar mal a respeito dela. Fica bem claro a liderança que exercia. Ela pede ao povo que ore, que peça perdão a Deus e interceda por ela para que auxilie o Senhor no momento e da maneira mais adequada para salvar a vida do seu povo. E o povo prontamente se coloca em intercessão. As qualidades de líder que pudemos perceber nessa mulher Deus também oferece a nós.

Judite soube usar a sua beleza, não de maneira vulgar, mas para salvar o seu povo. O que ela viveu espiritualmente com o Senhor a tornou sem dúvida mais bela interiormente e exteriormente. Junto com sua criada, a bela Judite, entrou estrategicamente no território do inimigo, manteve a sua fé firme em Deus e não se deixou corromper pelo mal e no momento certo em perfeita afinação com o Senhor cortou a cabeça do inimigo e levou-a ao seu povo.


Mulheres inteligentes e guiadas por Deus não concorrem entre si, mas lutam pela Salvação de Almas e pelo Reino de Deus juntas. Fomos criadas para conduzir os homens a Deus.


Precisamos buscar o autoconhecimento, a cura interior, fazer uma boa confissão dos

pecados, pedir ao Espírito Santo que vá nos revelando todos os vícios que estão enraizados em nós, sentimentos de incapacidade, de inferioridade, de superioridade, ideologias e medos.

Devemos estar atentas ao que acontece ao nosso redor e limpar urgentemente o nosso imaginário com as belas imagens da natureza, com a boa arte, com orações e a leitura da Palavra de Deus, com a boa literatura, com a música, realizando as obras de misericórdia com as boas conversas em família e entre amigos... Enfim, com tudo aquilo que é verdadeiramente belo.


Tenho experimentado em minha vida a bela tarefa de restauração da Santíssima Trindade: O Espírito que arranca o mal e Ilumina para o bem, o Filho que Acolhe e Cura as feridas do corpo e da alma e o Pai que Ama.


Por isso, é preciso pedir o Espírito Santo que venha em nosso auxílio e tudo o que antes era obscuro tornar-se-á claro como a luz do dia. Vai doer reconhecer o que está há anos enraizado dentro do nosso coração, da nossa mente, do nosso corpo, mas a poda é necessária.


O Filho nos coloca frente a frente com as nossas fraquezas, medos, incertezas, limites e nos faz enxergar que podemos ir além. Ele nos impulsiona, nos encoraja, cuida das feridas, caminha conosco, fala no profundo da alma e ao nosso coração.


O relacionamento com o Pai precisa ser diário. Muitas lembranças de acontecimentos que nos causaram feridas, dores, paralisias e medos foram vivenciadas por nós no seio familiar, justamente onde mais deveríamos ter experimentado o amor de Deus Pai. Um pai que é carinhoso, alegre, criativo, misericordioso e muito amoroso.


Não podemos dialogar com a serpente como fez Eva no paraíso. Aliás, o mal entra em nossas vidas sem pedir licença e faz estragos terríveis. O nosso diálogo deve ser com Deus e com ele devemos ter intimidade. Devemos convidar a Santíssima Trindade para que habite em nós diariamente. Somos mulheres - cidades fortificadas- e vigiar é primordial para não perdermos a essência de Deus que é amor.

Que possamos aprender com Nossa Senhora a viver como eleitas e escolhidas do Senhor.


Vamos crescer juntas?


Christianne Porto

Vocacionada do Encontro

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